Banco central americano corta juros pela primeira vez desde 2008

O Federal Reserve (Fed), banco central americano, cortou a taxa de juros nesta quarta-feira (31) pela primeira vez desde 2008, citando preocupações sobre a economia global e inflação fraca nos Estados Unidos. O corte, de 0,25 ponto percentual, deixa a taxa referencial americano a uma faixa de 2 a 2,25%.

O corte era esperado pelo mercado financeiro, que chegou a apostar em uma redução maior, de 0,5 ponto percentual. Em comunicado da decisão, o Fed abriu margem para mais um corte nos próximos meses, caso seja necessário.

O banco disse que decidiu cortar os juros "em face das implicações de desdobramentos globais para a perspectiva econômica, bem como pressões inflacionárias fracas".

O Fed disse que continuará a monitorar como as informações que forem chegando afetarão a economia, acrescentando que "agirá conforme apropriado para sustentar" a expansão econômica recorde nos Estados Unidos.

"É inteligente da parte deles ir em frente e se precaver aqui. É melhor do que nada", disse Brett Ewing, estrategista-chefe de mercados da First Franklin Financial Services.

A decisão não foi unânime, com os presidentes do Fed de Boston, Eric Rosengren, e de Kansas City, Esther George, defendendo a manutenção da taxa de juros.

Ambos levantaram dúvidas sobre um corte de juros diante da atual expansão, de uma taxa de desemprego que está perto da mínima de 50 anos e de gastos robustos das famílias.

Por outro lado, o presidente americano, Donald Trump, deve ficar decepcionado que o Fed não entregou o grande corte de juros que ele havia exigido. Trump tem repetidamente criticado o banco central e o chairman Jerome Powell por não fazerem o bastante para ajudar os esforços de seu governo para impulsionar o crescimento econômico.

Nas últimas semanas, Powell e outras autoridades do Fed optaram por ficar no meio-termo, sinalizando riscos como a contínua incerteza no front comercial global, inflação baixa e um enfraquecimento da economia global, mas repetindo a visão de que os EUA estão fundamentalmente em um bom lugar.

Powell deve dar mais detalhes sobre a visão do Fed em uma coletiva de imprensa às 15h30.

O Fed disse em seu comunicado que continua a ver o mercado de trabalho como forte e acrescentou que os gastos da família ganharam ritmo. Mas a autoridade notou que o gasto empresarial estava morno.

O Fed disse que o corte de juros deve ajudar a inflação a voltar à meta de 2%, mas que incertezas sobre esta perspectiva permanecem. A expansão sustentada da atividade econômica e um forte mercado de trabalho também são os desfechos mais prováveis, disse o Fed.

Destacando sua decisão de afrouxar a política monetária de forma geral, o Fed também disse que irá parar de enxugar sua carteira de títulos a partir de 1º de agosto, dois meses antes do previsto.

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