Argentina 'está à beira' e Brasil começa a preocupar

Na manchete digital do Financial Times, na tarde de quinta (25), os ativos financeiros da Argentina “levam tombo” em meio à inquietação sobre o governo de Mauricio Macri, que “luta para lidar com inflação recorde, desaceleração do crescimento e enfraquecimento da moeda”.

Logo abaixo, a análise “Argentina está à beira” sublinhou como “o custo do seguro contra um calote da dívida argentina subiu ao nível mais alto” no governo Macri, “consolidando a posição do país como segundo maior risco do mundo, atrás da Venezuela”.

Um terceiro destaque do jornal financeiro relacionou o programa do Fundo Monetário Internacional para a Argentina, no último ano, com a “pobreza crescente” no país —e questionou “o que isso pode significar para programas em outros mercados em dificuldades, como o Equador”.

Enquanto isso, os argentinos La Nación e Clarín manchetaram entrevista com Macri, para quem “a volatilidade financeira é causada pela preocupação de que o kirchnerismo retorne” nas eleições de outubro —e não pelos três anos e meio de seu governo.

Por outro lado, no meio de um dos textos, o FT informou que o ex-ministro da economia de Cristina Kirchner, Axel Kicillof, “se encontrou recentemente com autoridades do FMI, em segredo, e assegurou que um novo governo Kirchner manteria o programa”.

CÂMBIO NO BRASIL

Tanto FT como Wall Street Journal noticiaram em reportagens paralelas que o fortalecimento do dólar não atinge só a Argentina. “A preocupação é como os suspeitos de sempre vêm sendo acompanhados ultimamente por Brasil” e outros emergentes, inclusive a Índia.

INFLAÇÃO NO BRASIL

Na Bloomberg, em despacho nesta quinta, “Inflação do Brasil se acelerou mais do que o esperado na primeira quinzena de abril”.

No WSJ, “Inflação de 12 meses no Brasil avança devido a alimentos e combustíveis”. Mas o jornal ouve, de um analista financeiro brasileiro, que não é preciso se preocupar porque “o crescimento lento, o desemprego elevado e a capacidade de produção ociosa abundante ajudarão a manter a pressão sobre os preços sob controle”.

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